
No dia 21/7, a escritora Tatiana Salem Levy vem ao Parque de Ideias oferecer uma aula sobre um assunto está cada vez mais presente nos debates sobre literatura: Como transformar fatos e sentimentos em escrita literária? O que distingue um relato não-literário de uma narrativa literária, seja ela de ficção ou de não-ficção?
A partir das ideias de ‘escrever-se’, de Hélène Cixous, e ‘de escrita de si’, de Foucault, Tatiana vai abordar uma literatura que, ao escrever experiências pessoais e íntimas, se torna também impessoal, de todos e todas nós.
Marcel Proust, Virginia Woolf, Marguerite Duras, Tamara Kamenszain e Annie Ernaux são os nomes que compõem o desenho da aula, com trechos de suas obras que mostram como esses autores/as transformam vida em escrita, e escrita em vida. Em outras palavras, veremos que, sob certos aspectos, não há distinção entre uma e outra. Depois de percorrer essas ideias com Tatiana Salem Levy, os participantes serão convidados a realizar um exercício de escrita.
Sobre a professora: Tatiana Salem Levy é escritora, pesquisadora na Universidade Nova de Lisboa e colunista do jornal Valor Econômico. Publicou os romances “A Chave de Casa” (Prêmio São Paulo de Literatura), “Dois Rios”, “Paraíso”, “Vista Chinesa”, “Melhor não contar” e “Diga a coisa como ela é”, pela Tinta da China Brasil. É também autora de dois livros infantis, Curupira Pirapora (Prêmio FNLIJ) e Tanto Mar (Prêmio ABL), do ensaio A experiência do fora: Blanchot, Foucault e Deleuze e do livro O Mundo Não Vai Acabar, que reúne crônicas publicadas desde 2014. Eleita pela revista britânica Granta para a seleção dos 20 melhores jovens escritores brasileiros, os seus livros já foram publicados em 16 países.


